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Maioridade de Brasília

Brasília completará em 2 anos os seus 50 anos de fundação, é uma cidade muito jovem, mas que vem crescendo em uma velocidade muito superior à média brasileira, é bem verdade que artificialmente, fomentada pela dinherama que corre pelas veias do governo federal. Isso é outro assunto, meu objetivo é comentar um evento, que no meu ponto de vista, marca definitivamente a passagem de Brasília da adolescência para a fase adulta. Desde da sua inauguração e mesmo após ser tombada como patrimônio da humanidade, há uma brecha na legislação que permite que os idealizadores de Brasília, ou seja Oscar Niemeyer e Lucio Costa, possam realizar modificações e/ou propor a construção de novos prédios/monumentos no plano piloto. Lucio Costa já é morto, mas Oscar Niemeyer eventualmente, quando decide passar por Brasília, inventa um novo prédio ou monumento para ser construído no eixo monumental, que via de regra são aceitos pelo governo do Distrito Federal (GDF), portanto há coisas estranhas, como aquele ...

Próximo destino: Brasília

Estamos nos mudando para Brasília, na realidade não se trata de uma mudança e sim de uma migração imposta pelo estado de guerra civil no Rio de Janeiro, portanto somos refugiados de guerra em busca de um asilo, no caso Brasília.  Inicio nestes termos, pois esta mudança não é meramente fato planejado, tem me custado muito esta saída, vamos deixar parentes e amigos, vínculos que devido a distância se perderão na poeira vermelha do chão do planalto central.  Apesar de tudo as mudanças são salutares, mesmo que inicialmente sejam dispendiosas e duras, mas a adaptação aos novos ambientes sempre trazem novas oportunidades e nos mobilizam para melhorias de vida. Esperamos encontrar em Brasília novas perspectivas e ter uma vida mais tranquila, sem medo de sair a rua.  No momento só são perpectivas, mas queremos concretizá-las.

Museu do Primeiro Reinado

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Hoje fui assistir ao evento música no museu em comemoração aos 200 anos da chegada da família real ao Brasil. O concerto musical ocorreu no museu do 1o. Reinado, um palacete em São Cristóvão que pertenceu à Marquesa de Santos. O espetáculo foi magnífico, uma cantora lírica acompanhada de um pianista apresentaram um repertório de músicas da época.  O museu está acabado e sem manutenção há muito.  Esse museu funciona na casa que foi incialmente da Marquesa de Santos, posteriormente da filha de D. Pedro I, D. Maria II rainha de Portugal e do Visconde de Mauá. Portanto é rica e fundamental para a memória do Brasil, mesmo assim está abandonada sob a gestão do governo do estado, representando mais um exemplo de descaso como o museu nacional, que é gerido pela UFRJ. Tirei algumas fotos do interior do museu.

O Rio de Villa-Lobos

Villa-Lobos foi sem dúvida o maior compositor brasiliano, infelizmente seu trabalho é mais valorizado no exterior que no próprio Brasil. O Brasil vive o auge da imbecilização cultural,  a massificação de uma cultura alienante é tácita e proposital. Se procurarmos os estilos musicais que mais fazem sucesso enconraremos o pagode, o samba, o funk e por ai vai. É bem verdade que alguns estilos populares demonstram bom acabamento musical tendo como exemplos a bossa nova, a música de alguns compositores como Chico Buarque e até mesmos ritmos populares bem elaborados como o choro .  Apesar dessa digressão minha intenção original é escrever postagens sobre a trajetória de Villa-Lobos e como seu estilo e genialidade única modificaram completamente o conceito musical de sua era. Vou começar com o ambiente cultural onde Villa nasceu e sugou a essência para depois transformar em melodias com um caráter nacional nunca dantes visto. Não pretendo esgotar este assunto nesta postagem e pretendo escreve...

Um pouco de música - Villa-Lobos

Comecei a escrever esta postagem, mas não terminei. Estou querendo desvencilhar-me um pouco desta realidade calhorda e mediocrizante em que vivemos, por esta razão resolvi ler a biografia e ouvir a obra Villa-Lobos. Achei que iria ser uma tarefa simples e que encontraria livros em qualquer livraria e CDs sem dificuldades, grande engano. Apesar de ser o maior compositor brasileiro (em todos os sentidos) e tendo feito enorme sucesso no exterior, não encontrei sequer uma biografia decente e muito menos um CD. Eu parti para caminhos alternativos, ou seja, sebos e repositórios de arquvos mp3 na internet. Encontrei uma biografia muito fraca e várias músicas gravadas por orquestras ou intérpretes estrangeiros, se não me engano não há uma versão nacional atual para a obra de Villa. Mais um vexame nacional! Há também um filme biográfico de 2001 com Marcos Palmeira (Villa jovem) e Antônio Fagundes (Villa maduro) que é interessante, mas um pouco confuso. Ainda não consegui visitar o museu em Bot...

O Rio de Janeiro Roleta Russa

Fui assaltado, finalmente aconteceu comigo o que já vem sendo registrado com outras pessoas próximas. Chegou a minha vez. É assim que se vive hoje nesta cidade, esperando que chega a vez de ser assaltado ou sofrer alguma violência direta. O pior é que meu filho estava no carro e diante das inúmeras histórias envolvendo crianças nestes últimos anos pode-se perfeitamente se avaliar como eu me senti. Mas vivemos em uma cidade roleta russa, onde estamos esperando simplesmente chegar a nossa vez. O Rio de Janeiro encontra-se submerso num lodaçal de corrupção e banditagem. Temos que retirar a palavra marginal do dicionário, os bandidos estão infiltrados em todas as instituições, vestindo togas, legislando, administrando e governando. Onde esse estado de coisas vai nos levar? simplesmente na nossa vez de sofrer não uma, mas inúmeras violências, até quando nos permitam sair vivos. Outro ponto é a violência indireta, esta sim mais pernciosa, infiltra-se no nosso subconsciente, nos fazendo m...

São Sebastião - Fim após 119 anos

O Hospital de São Sebastião foi inaugurado aos 09 dias do mês de novembro de 1889 por SMI D. Pedro II, seis dias depois foi extinta a monarquia no Brasil. Assim nasceu o São Sebastião. Nos seus primórdios foi considerado um hospital de ponta, preparado para atender as doenças mais temidas pela população como a febre amarela. Este nosocômio foi criado para isso, socorrer a população em épocas de epidemia. Sua proximidade com a zona portuária e por distanciar-se do centro da capital tornaram a Quinta do Caju o local ideal para edificação deste nobre propósito. O terreno foi adquirido pelo governo em um leilão de uma antiga propriedade (a sede desta permanece na entrada do terreno). Lá foram construídos os pavilhões com modernas técnicas de exaustão e isolamento tendo em vista os conceitos difundidos à época. A inauguração deste hospital talvez tenha sido a medida mais inovadora do então governo de D. Pedro II. No decorrer dos anos e apesar da modernização das técnicas diagnósticas o Hos...