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domingo, agosto 12, 2007

O Brasil depois de Lula

O povo deveria se preocupar com o legado que Lula vai deixar para o ano de 2010, logo após sua possível saída. Inicialmente os brasileiros de classe média estarão mais pobres, isso se deve principalmente a elevação progressiva da carga tributária para cobrir gastos do crescimento exacerbado do estado brasileiro e também para pagar os privilégios criados e perpetuados durante anos de erros administrativos. O empobrecimento da classe média pode cursar com uma diminuição progressiva do consumo levando ao colapso do setor produtivo da econômia e com isso o desemprego em massa. Isso mesmo, a classe média não é a vilã como os sociológos petistas acreditam, ela é a mola propulsora da econômia e a que gera bem estar para toda a sociedade.
Outro legado é o enfraquecimento das instituições sociais. O poder legislativo é na atualidade maior evidência da ação perniciosa do petismo sobre o estado. Hoje o executivo comprou a docilidade das instituições, não se vê o legislativo chiar sobre as falcatruas do executivo. Na sociedade civil organizada também é tácito a subordinação e cooptação. Onde está a UNE? Onde estão os sindicatos? A resposta é simples: foram todos comprados. A bolsa família também é uma forma de suborno. Isso leva ao enfraquecimento da democracia e a dependência social de um poder centralizador das benesses, como uma vaca de tetas gigantes ora nutrindo os amigos e ora matando de fome os inimigos, de acordo com os interesses da hora. Essa é base ideológica para criação de ditaduras.
A destruição dos meios de produção e infra-estrutura por pura incompetência ou corrupção. O momento atual é ímpar na história, os fatores econômicos mundiais contribuem para uma prosperidade nunca dantes vista, e o que acontece no Brasil? Esta propsperidade está servindo para alimentar políticos corruptos e investidores do mercado financeiro, não se está investindo na cadeia produtiva, principalmente onde o Brasil tem maiores dificuldades históricas, como a infra-estrutra. Os portos estão abandonados e portanto funcionando precariamente, as estradas destruídas, as ferrovias esgotadas por falta de projetos de expansão e otimização. Outra questão importante é o subdimensionamento da matriz energética, o Brasil não caberá neste modelo.
O emburrecimento da população não é fato novo, mas tendência histórica no Brasil. O povo não pensa e mesmo nas classes mais abastadas há uma tendência a iniquidade intelectual. O investimento maciço em educação superior leva ao sufocamento da educação básica e não se resolve o problema dos privilégios. A instituição de cotas não é um medida que causará impacto no bem estar social, só muda o foco do privilégio, além de acirrar a animosidade e separação entre raças, o que nunca ocorreu no Brasil.
O Brasil pode entrar em colapso em pouco tempo se medidas enérgicas não forem adotadas, infelizmente essas medidas envolvem a retirada de privilégios e a quebra de direitos adquiridos. Deus tenha piedade do Brasil.

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