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A finalidade da arte

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Estou a ler um livro acerca da história da arte, realmente surpreendi-me com alguns fatos que desconhecia completamente. Quanta ignorância! Para mim a arte era algo meio que supérfluo, sem uma finalidade em si, servindo somente para agradar à percepção das pessoas (quase todas ou algumas), criar um mercado lucrativo e críticos ininteligíveis e pedantes(isso pelo menos era verdade). É claro que estava tudo errado e, apesar de estar no início do livro, já começo a vislumbrar um mundo novo de informações. Inicialmente a nossa fonte em termos de arte são os gregos, lá que tudo começou a se organizar em termos que conhecemos hoje. Todavia, esses beberam da fonte dos egípcios, que tinham a arte como um dos aspectos de sua religião e crenças. Desde o início da humanidade o homem usa arte como forma de amuleto, tendo na crença que as imagens podem servir como algo mágico, que vai lhe ajudar em algum aspecto de sua vida. Os homens da caverna pintavam animais na parede pois acreditavam que essa...

Algumas considerações após três anos

Volto a escrever nesse blog após três anos de negligência. Realmente foram três anos muito intensos e produtivos, mudança para uma cidade nova, trabalhos com novas exigências e, para completar, mais um filho, ou melhor, filha. Nesses três anos, muita coisa mudou, a eleição do poste esquerdopata para a presidência e mais o legado anterior do apedeuta tornaram o Brasil mais inóspito para os que querem empreender e dependem da meritocracia para galgar os escalões da hierarquia. A mentalidade bolivariana e marxista tomou conta do país; vivemos agora numa nítida ineptocracia associada à cleptocracia. Em um dos meus posts anteriores, eu dizia que do Brasil só sobraria o mercado financeiro, pois então, o dito poste vem conseguindo acabar até com isso. A intervenção desmedida do estado no mercado vem destruindo a economia do país, cuja estabilidade foi conquistada por um preço elevado e com muito sacrifício pelo povo brasileiro. Do lado social, vivemos uma caça às bruxas contra a classe médi...

O carioca e a seca do sertão

Hoje eu ouvi no rádio que os candangos estão ansiosos pelo retorno da chuva que há 4 meses sumiu destas paragens do Distrito Federal. Isso me deixou meio instigado, estou há 2 anos radicado em Brasília e este é o meu segundo período de estiagem prolongada. Eu tinha como concepção que o sertanejo era um indivíduo que lidava com este período, que para mim ainda é incompreensível e desesperador, com certa naturalidade e até indiferença. Acho que este ano a natureza resolveu exagerar um pouco !!! Eu da minha parte, como carioca que sou, ainda não consegui me adaptar a esta situação. Nunca na minha vida eu deixei de ver a chuva por mais de duas semanas (em média). Quando em algum ano se ultrapassava esta cifra, começava o desespero. Acho que vai demorar até eu me acostumar a esse clima tão diferente, e quem sabe eu possa um dia ostentar a indiferença dos candangos...

Educação tradicional vs. construtivista

Sou de uma geração que passou mais de 30 anos sentado num banco escolar (em todos os níveis) tentando aprender alguma coisa. Claro que não sou da época da palmatória, da genuflexão em cima de grãos de milho e outros castigos sádicos tão comuns nas narrativas de nossos pais e avós. Apesar disso, a escola para mim sempre foi um lugar para ficar sentado ouvindo a preleção do magister. Como sou professor, de uma forma ou de outra, sempre reproduzi isto, mas com uma pulga atrás da orelha. Durante meu curso universitário ( e também um pouco do ensino médio, quer dizer, 2o. grau) eu achava as aulas inúteis, salvo as ministradas por poucos professores. Para resumir a ópera, meu filho esta prestes a entrar na pré-escola e a escola que ele está matriculado utiliza o princípio construtivista. A minha preocupação é que andei lendo em umas revistas que este método não se presta à alfabetização, que o método antigo (b a ba) seria o melhor. Fui conversar com a pedagoga da escola e fiquei mais tranqu...

Patriotismo à brasileira

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Estava eu indo para meu almoço quando me deparei com a cena acima, fiz questão de documentar, pois é emblemática. Trata-se do Pavilhão Nacional, amarrotado indignamente e depositado numa lixeira da quadra 400 e alguma coisa de Brasília (a cidade em que ocorreu o fato também faz-nos refletir...). O que melhor representa o patriotismo dos brasileiro? Acho difícil de achar uma imagem tão forte e precisa para o atual momento político e de civilidade brasileiro. Tenho uma interpretação que quero comungar com os mingados leitores deste blog: 1-É público e notório que o brasileiro só lembra que faz parte de uma nação quando na copa do mundo. Todos vestem a camisa, empunham a bandeira com orgulho varonil, para quê? Assistir a umas peladas, cujo o resultado não alteram em nada a nossa condição de cidadãos vilipendiados por políticos canalhas, impostos extorsivos, cidades abandonadas, transporte público inexistente etc. Só isso já assustaria a qualquer ser de bom senso, o país é uma merda, mas...

D. Pedro II, o Imperador presidente.

Eu ia tentar elaborar um título contrastando as qualidades do nosso admirado Imperador com o  atual presidente da republiqueta em que vivemos hoje, mas percebi que seria impossível realizar tal contraste. O abismo é por demais profundo, e realizar este contraste seria conspurcar a memória do  egrégio estadista que foi D. Pedro II. Esta breve introdução foi para comentar a reportagem da revista veja (edição de 28 de abril de 2010), a Razão nos Trópicos. Quem se interessou pela biografia de Pedro d`Alcantâra, pôde verificar como sua educação foi planejada para que ele fosse um monarca esclarecido e ciente de suas obrigações para o com o País que um dia governou. Dentre as inúmeras lições, ele aprendeu a ser bom, sustentar o justo e a temer a Deus. A reportagem tinha o desiderato de anunciar que as inúmeras cartas de D. Pedro II aos intelectuais da época vão ser digitalizadas e colacadas na internet para consulta pública. É interessante como nosso monarca era desenvolto em vári...

21 de abril de 1960

Vou escrever esta postagem como um carioca saudoso, ou quase saudoso, pois não conheci o Rio na sua fase áurea. Eu me enquadro na definição de carioca feita por Eduardo Paes (atual prefeito do Rio): "sou de uma geração que não conheceu o Rio como cidade maravilhosa". Enfim, a postagem não é sobre isso, somente utilizo este parágrafo para justificar as palavras que se seguirão. O dia em que se comemora a inauguração de Brasília também é o dia em que o Rio perdeu seu status de capital depois de mais de 200 anos. O Rio foi capital do vice reino, depois capital do Reino do Brasil, Portugal e Algarves, capital do Império do Brasil e por fim capital da malfadada República Federativa do Brasil (inicialmente Estados Unidos do Brazil). O que representou esta perda para a cidade? Na maioria dos livros que li sobre o assunto todos os autores toam em uníssono: que este é o tipo de história que não dá para se especular, i.e a história que nunca aconteceu. Mas como dito no primeiro parág...