Encontrei uns esboços no painel do blogger que eu nunca terminara e que merecem ser revisitados. Tentei escrever sobre como foi o meu retorno ao Brasil após 1 ano e meio de residência em Portugal. Morámos em Lisboa, na freguesia de Belém, em Portugal a divisão administrativa correspondente ao bairro é a freguesia. Isso remonta ao tempo da monarquia em que a Igreja era a grande ordenadora da vida civil dos cidadãos. No Brasil também era assim, mas a sanha positivista dos republicanos acabou com todas as estruturas que fizessem rememorar um passado monárquico e cristão na sociedade. esse movimento teve ser apogeu na destruição do Paço da Boa Vista por um incêdio causado pela negligência do governo. Eu fui fazer um estágio pós-doutoral IHMT. As nossas crianças estudaram em colégios privados, chegámos no meio do anos letivo, em janeiro, e houve uma certa dificuldade em inseri-los no sistema público. Neste ano e meio eu consegui revalidar os meus títulos acadêmicos e especialidade médica,...
Após 1 ano de me tornado um cidadão brasiliense (isso porque fui para Brasília com a intenção de fixar raízes), posso analisar alguns contrastes que, quando habitava no Rio, não notava. O ser humano tem uma incrível capacidade de se adptar as coisas, boas ou ruins, e este é o caso do carioca. Apesar de viver numa cidade realmente cosmopolita e com uma geografia e história ímpares, o carioca convive com situações no mínimo estranhas, e incrivelmente se acostuma a elas. Confesso que perambulei pela minha cidade natal com certa estranheza. Os cidadãos convivem com a balburdia de maneira completamente familiar, ninguém se importa em não parar ao sinal vermelho, ou parar em cima da faixa de pedestre. Estacionamento em local proibido nem se fala, é o mundo da gambiarra. Talvez o Rio seja a cidade brasileira mais paradigmática deste status. É claro que este é um fato nacional, mas em nenhum lugar faz tão parte da cultura quanto no Rio de Janeiro. Parece que o novo prefeito vem se esforçando ...
Hoje eu ouvi no rádio que os candangos estão ansiosos pelo retorno da chuva que há 4 meses sumiu destas paragens do Distrito Federal. Isso me deixou meio instigado, estou há 2 anos radicado em Brasília e este é o meu segundo período de estiagem prolongada. Eu tinha como concepção que o sertanejo era um indivíduo que lidava com este período, que para mim ainda é incompreensível e desesperador, com certa naturalidade e até indiferença. Acho que este ano a natureza resolveu exagerar um pouco !!! Eu da minha parte, como carioca que sou, ainda não consegui me adaptar a esta situação. Nunca na minha vida eu deixei de ver a chuva por mais de duas semanas (em média). Quando em algum ano se ultrapassava esta cifra, começava o desespero. Acho que vai demorar até eu me acostumar a esse clima tão diferente, e quem sabe eu possa um dia ostentar a indiferença dos candangos...
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