Encontrei uns esboços no painel do blogger que eu nunca terminara e que merecem ser revisitados. Tentei escrever sobre como foi o meu retorno ao Brasil após 1 ano e meio de residência em Portugal. Morámos em Lisboa, na freguesia de Belém, em Portugal a divisão administrativa correspondente ao bairro é a freguesia. Isso remonta ao tempo da monarquia em que a Igreja era a grande ordenadora da vida civil dos cidadãos. No Brasil também era assim, mas a sanha positivista dos republicanos acabou com todas as estruturas que fizessem rememorar um passado monárquico e cristão na sociedade. esse movimento teve ser apogeu na destruição do Paço da Boa Vista por um incêdio causado pela negligência do governo. Eu fui fazer um estágio pós-doutoral IHMT. As nossas crianças estudaram em colégios privados, chegámos no meio do anos letivo, em janeiro, e houve uma certa dificuldade em inseri-los no sistema público. Neste ano e meio eu consegui revalidar os meus títulos acadêmicos e especialidade médica,...
Hoje fui assistir ao evento música no museu em comemoração aos 200 anos da chegada da família real ao Brasil. O concerto musical ocorreu no museu do 1o. Reinado, um palacete em São Cristóvão que pertenceu à Marquesa de Santos. O espetáculo foi magnífico, uma cantora lírica acompanhada de um pianista apresentaram um repertório de músicas da época. O museu está acabado e sem manutenção há muito. Esse museu funciona na casa que foi incialmente da Marquesa de Santos, posteriormente da filha de D. Pedro I, D. Maria II rainha de Portugal e do Visconde de Mauá. Portanto é rica e fundamental para a memória do Brasil, mesmo assim está abandonada sob a gestão do governo do estado, representando mais um exemplo de descaso como o museu nacional, que é gerido pela UFRJ. Tirei algumas fotos do interior do museu.
Hoje eu ouvi no rádio que os candangos estão ansiosos pelo retorno da chuva que há 4 meses sumiu destas paragens do Distrito Federal. Isso me deixou meio instigado, estou há 2 anos radicado em Brasília e este é o meu segundo período de estiagem prolongada. Eu tinha como concepção que o sertanejo era um indivíduo que lidava com este período, que para mim ainda é incompreensível e desesperador, com certa naturalidade e até indiferença. Acho que este ano a natureza resolveu exagerar um pouco !!! Eu da minha parte, como carioca que sou, ainda não consegui me adaptar a esta situação. Nunca na minha vida eu deixei de ver a chuva por mais de duas semanas (em média). Quando em algum ano se ultrapassava esta cifra, começava o desespero. Acho que vai demorar até eu me acostumar a esse clima tão diferente, e quem sabe eu possa um dia ostentar a indiferença dos candangos...
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